NYT: Samsung não sabe porque o Note 7 explode

É o que disse Brian Chen, para o The New York Times.

Tem comentários de pessoas ligadas à empresa e a típica especulação de analistas, mas só uma coisa assusta (caso realmente seja verdade): ao menos até a hora de parar as vendas, ninguém na Samsung soube reproduzir o problema para determinar uma causa e ação a ser tomada.

Apenas os clientes. Tanto portadores de unidades do modelo original, quanto da edição supostamente revisada para ser vendida sem problemas. Embora tenha um portfólio de produtos exageradamente imenso, a própria Samsung cortou suas projeções de receita em um terço, devido a essa falha.

Mais caro do que isso, só o dano de imagem: a coisa chegou a tal ponto que você já pode até modificar sua instalação de GTA V para usar Note 7s como bombas remotas.

Google Now on tap ganha cards

Ryan Whitwam, sobre a chegada de cards do Google Now na interface de buscas global do Android — o que considero como uma função brilhante, diga-se de passagem:

Todos tínhamos grandes esperanças para o Google Now on Tap, mas a realidade ao usá-lo não faz jus ao hype.

Grande parte das coisas que o Google fez ao longo dos anos, com exceção do que foi para a busca ou para o Gmail – se resume da mesma forma.

Airmail 2

É um excelente aplicativo da Bloop como alternativa ao Mail, para OS X.

É um excelente aplicativo da Bloop como alternativa ao Mail, para OS X.

Lançado recentemente, está completamente adaptado para o Yosemite e é tema do meu review mais recente para o MacMagazine, o o primeiro depois de muito tempo longe desta categoria. Espero que façam boa leitura!

“O WhatsApp para web é uma gambiarra?”

Seus usuários contam com um serviço capenga, mas no final das contas isso não é relevante porque ele segue como o “ZapZap” da galera.

Vladimir Campos, escrevendo sobre o recém-lançado WhatsApp para navegadores web:

Não uso o WhatsApp, mas confesso que fiquei tentado a instalar pois parecia que finalmente poderia interagir com as pessoas via Mac. Até que começaram a aparecer as letras miúdas. Brincadeiras a parte, as limitações estavam bem claras no site oficial desde o início:

Basicamente, as “limitações” (dependendo do seu celular, você encara como quiser) são a necessidade do aparelho permanecer conectado à Internet para que o serviço funcione no navegador, além do fato de os desenvolvedores terem saído pela direita ao falar da falta de suporte ao iOS no lançamento.

Segundo eles:

[…] Infelizmente, por enquanto não podemos fornecer suporte a nossos usuários do iOS por conta de limitações na plataforma da Apple […]

A dúvida de Campos é extremamente válida. Quando lançado, o WhatsApp era bem único na sua implementação. Mas os concorrentes conseguiram alcançar suas funcionalidades rapidamente. Se fosse o Viber, o Hangouts, o WeeChat ou algum outro como seja hoje no lugar dele há alguns anos atrás, teria conseguido popularidade similar ao cair nas massas. Ao embarcar no desktop, esse lançamento do WhatsApp perde em relação a todos outros — não atende adequadamente todas as principais plataformas (nem mesmo no próprio desktop, por ser apenas para Chrome), não suporta vídeo-chamadas ou ligações IP, não faz fallback para SMS, e por aí vai.

Se dá para citar méritos, são a interface baseada em Polymer (visualmente amigável para os usuários de Android) e a solução em torno da segurança na autenticação, que não usa login e senha — tampouco o seu número de telefone. Ele funciona fazendo usando o seu smartphone como uma espécie de relay para enviar mensagens, e só.

Não dá para desconsiderar a originalidade da nova implementação, mas também não podemos deixar de esquecer o quanto os desenvolvedores são extremamente lentos em absorver funcionalidades relevantes das plataformas nativas e oferecer recursos com escala. Seus usuários contam com um serviço capenga, mas no final das contas isso não é relevante porque ele segue como o ZapZap da galera.