Windows, sendo Windows

Sinto que o dilema em torno do Windows segue presente. Por que uma mudança drástica na experiência de uso é necessária a cada nova versão?

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Terry Myerson, falando sobre o novo Windows 10:

O Windows 10 representa o primeiro passo de uma era de computação mais pessoal. […] O Windows 10 forjará um novo relacionamento entre nós e nossos usuários — consumidores, desenvolvedores e empresas.

Muitas coisas promissoras, inclusive em torno de buscas contextuais com a Cortana — onde realmente a Microsoft começou depois e já está melhor que muita gente, viu Apple?

Por outro lado, sinto que o dilema em torno do Windows segue presente. Por que uma mudança drástica na experiência de uso é necessária a cada nova versão? Se tivermos que olhar apenas este quesito, as versões 8, 8.1 e 10 poderiam muito bem ser tratadas como três produtos de empresas diferentes — e talvez seja porque foram, na batuta de executivos com pensamentos diferentes dentro da Microsoft.

Sim, o (Mac) OS X também foi extensivamente remodelado visualmente, alguns dirão. Mas faz anos que a mesma face sorridente me recebe todos os dias quanto estou atrás dos meus documentos, no mesmo lugar. Eu faço buscas no mesmo lugar. Administro meus sistemas no mesmo lugar. Uso aplicativos da mesma maneira. E tudo foi extensivamente melhorado ao longo dos anos sem que a curva de aprendizado do Mac subisse um degrau sequer.

A expectativa que eu tenho com esta nova Microsoft é que desta vez eles finalmente entendam que, na maior parte das vezes, ser evolucionário também é uma benção. Porque de ousadias, quem se frustou com as iterações anteriores do Windows está bem cheio.

O novo Bing

Com certeza não vai tomar o lugar do Google da noite para o dia, mas não para dizer que a repaginada na marca (e no buscador) não foi boa. Na minha opinião era necessária.

Por outro lado, a intenção da Microsoft não é chamar a atenção das pessoas para o buscador em si, mas sim para a sua nova linha de aplicativos que compõem a experiência de consumo de informações do Windows, obviamente baseada no Bing. A estratégia é boa.

A Década perdida da Microsoft: Steve Ballmer e o declínio mais espetacular da América

A Década perdida da Microsoft: Steve Ballmer e o declínio mais espetacular da América

Apesar de conter várias passagens sem muito sentido e/ou evidência pública (embora eles digam que tenham obtido informações de antigos e até atuais executivos da Microsoft), é um bom artigo para entender como o que um dia foi a maior empresa de tecnologia do mundo foi ao declínio, em função de uma série de fiascos.

Um trecho que me chamou a atenção, no entanto, refere-se ao dia em que o Mac OS X 10.4 foi revelado pela primeira vez, em meados de 2004. A reação dentro da Microsoft teria sido assustadora, visto que muito (senão quase tudo) do que era planejado para o Vista apareceu funcionando perfeitamente em uma futura versão do sistema operacional de computadores da Apple. Anos mais tarde, Steve Jobs e seus executivos humilhariam seus concorrentes por isso, alegando que, na realidade, as novas funções do Mac teriam sido copiadas dentro do novo Windows. Por esse ponto de vista, é difícil definir quem realmente as criou primeiro.

Fora isso, é difícil definir qual o destino da Microsoft e seus produtos lendo texto como esse. Dez anos depois de começar a perder sua hegemonia, ela até apresenta muito potencial no que faz. Xbox, Windows 8 Windows Phone, Windows Azure e a maior parte das suas soluções corporativas são excelentes produtos e muito originais em suas respectivas formas. Entretanto, a maioria deles tem futuro ameaçado graças e essa queda da reputação da empresa, já afetada por concorrentes que estão mandando bem com novas soluções de produtividade (Google Apps) e bastante ignorada por consumidores de produtos domésticos – especialmente tablets e smartphones, mercados onde o iOS e o Android não param de crescer e são fantásticos.

É difícil imaginar como a Microsoft contornará esse cenário. Mas o presente já mostra que voltar a desenvolver bons produtos não será o bastante para isso.

Apesar de conter várias passagens sem muito sentido e/ou evidência pública (embora eles digam que tenham obtido informações de antigos e até atuais executivos da Microsoft), é um bom artigo para entender como o que um dia foi a maior empresa de tecnologia do mundo foi ao declínio, em função de uma série de fiascos.

Um trecho que me chamou a atenção, no entanto, refere-se ao dia em que o Mac OS X 10.4 foi revelado pela primeira vez, em meados de 2004. A reação dentro da Microsoft teria sido assustadora, visto que muito (senão quase tudo) do que era planejado para o Vista apareceu funcionando perfeitamente em uma futura versão do sistema operacional de computadores da Apple. Anos mais tarde, Steve Jobs e seus executivos humilhariam seus concorrentes por isso, alegando que, na realidade, as novas funções do Mac teriam sido copiadas dentro do novo Windows. Por esse ponto de vista, é difícil definir quem realmente as criou primeiro.

Fora isso, é difícil definir qual o destino da Microsoft e seus produtos lendo texto como esse. Dez anos depois de começar a perder sua hegemonia, ela até apresenta muito potencial no que faz. Xbox, Windows 8 Windows Phone, Windows Azure e a maior parte das suas soluções corporativas são excelentes produtos e muito originais em suas respectivas formas. Entretanto, a maioria deles tem futuro ameaçado graças e essa queda da reputação da empresa, já afetada por concorrentes que estão mandando bem com novas soluções de produtividade (Google Apps) e bastante ignorada por consumidores de produtos domésticos – especialmente tablets e smartphones, mercados onde o iOS e o Android não param de crescer e são fantásticos.

É difícil imaginar como a Microsoft contornará esse cenário. Mas o presente já mostra que voltar a desenvolver bons produtos não será o bastante para isso.