Windows, sendo Windows

Sinto que o dilema em torno do Windows segue presente. Por que uma mudança drástica na experiência de uso é necessária a cada nova versão?

Terry Myerson, falando sobre o novo Windows 10:

O Windows 10 representa o primeiro passo de uma era de computação mais pessoal. […] O Windows 10 forjará um novo relacionamento entre nós e nossos usuários — consumidores, desenvolvedores e empresas.

Muitas coisas promissoras, inclusive em torno de buscas contextuais com a Cortana — onde realmente a Microsoft começou depois e já está melhor que muita gente, viu Apple?

Por outro lado, sinto que o dilema em torno do Windows segue presente. Por que uma mudança drástica na experiência de uso é necessária a cada nova versão? Se tivermos que olhar apenas este quesito, as versões 8, 8.1 e 10 poderiam muito bem ser tratadas como três produtos de empresas diferentes — e talvez seja porque foram, na batuta de executivos com pensamentos diferentes dentro da Microsoft.

Sim, o (Mac) OS X também foi extensivamente remodelado visualmente, alguns dirão. Mas faz anos que a mesma face sorridente me recebe todos os dias quanto estou atrás dos meus documentos, no mesmo lugar. Eu faço buscas no mesmo lugar. Administro meus sistemas no mesmo lugar. Uso aplicativos da mesma maneira. E tudo foi extensivamente melhorado ao longo dos anos sem que a curva de aprendizado do Mac subisse um degrau sequer.

A expectativa que eu tenho com esta nova Microsoft é que desta vez eles finalmente entendam que, na maior parte das vezes, ser evolucionário também é uma benção. Porque de ousadias, quem se frustou com as iterações anteriores do Windows está bem cheio.