“O WhatsApp para web é uma gambiarra?”

Vladimir Campos, escrevendo sobre o recém-lançado WhatsApp para navegadores web:

Não uso o WhatsApp, mas confesso que fiquei tentado a instalar pois parecia que finalmente poderia interagir com as pessoas via Mac. Até que começaram a aparecer as letras miúdas. Brincadeiras a parte, as limitações estavam bem claras no site oficial desde o início:

Basicamente, as “limitações” (dependendo do seu celular, você encara como quiser) são a necessidade do aparelho permanecer conectado à Internet para que o serviço funcione no navegador, além do fato de os desenvolvedores terem saído pela direita ao falar da falta de suporte ao iOS no lançamento.

Segundo eles:

[…] Infelizmente, por enquanto não podemos fornecer suporte a nossos usuários do iOS por conta de limitações na plataforma da Apple […]

A dúvida de Campos é extremamente válida. Quando lançado, o WhatsApp era bem único na sua implementação. Mas os concorrentes conseguiram alcançar suas funcionalidades rapidamente. Se fosse o Viber, o Hangouts, o WeeChat ou algum outro como seja hoje no lugar dele há alguns anos atrás, teria conseguido popularidade similar ao cair nas massas. Ao embarcar no desktop, esse lançamento do WhatsApp perde em relação a todos outros — não atende adequadamente todas as principais plataformas (nem mesmo no próprio desktop, por ser apenas para Chrome), não suporta vídeo-chamadas ou ligações IP, não faz fallback para SMS, e por aí vai.

Se dá para citar méritos, são a interface baseada em Polymer (visualmente amigável para os usuários de Android) e a solução em torno da segurança na autenticação, que não usa login e senha — tampouco o seu número de telefone. Ele funciona fazendo usando o seu smartphone como uma espécie de relay para enviar mensagens, e só.

Não dá para desconsiderar a originalidade da nova implementação, mas também não podemos deixar de esquecer o quanto os desenvolvedores são extremamente lentos em absorver funcionalidades relevantes das plataformas nativas e oferecer recursos com escala. Seus usuários contam com um serviço capenga, mas no final das contas isso não é relevante porque ele segue como o ZapZap da galera.

Windows, sendo Windows

Terry Myerson, falando sobre o novo Windows 10:

O Windows 10 representa o primeiro passo de uma era de computação mais pessoal. […] O Windows 10 forjará um novo relacionamento entre nós e nossos usuários — consumidores, desenvolvedores e empresas.

Muitas coisas promissoras, inclusive em torno de buscas contextuais com a Cortana — onde realmente a Microsoft começou depois e já está melhor que muita gente, viu Apple?

Por outro lado, sinto que o dilema em torno do Windows segue presente. Por que uma mudança drástica na experiência de uso é necessária a cada nova versão? Se tivermos que olhar apenas este quesito, as versões 8, 8.1 e 10 poderiam muito bem ser tratadas como três produtos de empresas diferentes — e talvez seja porque foram, na batuta de executivos com pensamentos diferentes dentro da Microsoft.

Sim, o (Mac) OS X também foi extensivamente remodelado visualmente, alguns dirão. Mas faz anos que a mesma face sorridente me recebe todos os dias quanto estou atrás dos meus documentos, no mesmo lugar. Eu faço buscas no mesmo lugar. Administro meus sistemas no mesmo lugar. Uso aplicativos da mesma maneira. E tudo foi extensivamente melhorado ao longo dos anos sem que a curva de aprendizado do Mac subisse um degrau sequer.

A expectativa que eu tenho com esta nova Microsoft é que desta vez eles finalmente entendam que, na maior parte das vezes, ser evolucionário também é uma benção. Porque de ousadias, quem se frustou com as iterações anteriores do Windows está bem cheio.

Dois mil e quinze

Passada rápida para atualizar o blog para um visual novo e mais limpo, além de ser melhor adaptado para vários tipos de dispositivos.

Eu sempre gosto de trabalhar com o tema padrão da plataforma, e o pessoal do WordPress realmente fez um bom trabalho neste tema. Ele realmente me acompanhará bem no decorrer deste ano.